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sábado, 18 de maio de 2013





   Força e fraqueza...


   De um lado, a força que  pensa que tudo pode suportar, avançando além de onde se acredita não ser mais possível. 
Ela é mais do que a capacidade física, ela é vontade que ninguém segura.

   De outro lado, a fraqueza que abate, mas que deve ser apenas uma pausa, e não uma desistência.
   Um duelo que se instaura na escolha do nosso destino, entre insistir no que nos mantém vivos no sentido mais digno da palavra, ou abster-se de se surpreender com os resultados possivelmente incríveis de uma boa demanda.














   
Na fraqueza reconhecemos a necessidade de sermos mais fortes.

   Quando não há opção, temos que seguir e nos empenhar para viver a vida que projetamos, sem retroceder nos momentos desalentadores.
   Ser forte é decidir pela autodisciplina, e com isso por um crescimento individual constante, imbatível.
   A vida tem muito valor, e é o nosso valor diante da vida que leva tudo adiante.
   A coragem e a vontade não vêm prontas, mas decorrem de uma decisão solitária e individual.
   Quem vence a si próprio é capaz dos maiores empreendimentos.
   Fracassar não surpreende os que se dispõem a vencer, porque querer, sem dúvida, é poder!!!
(TEGF)
 

http://youtu.be/Xn676-fLq7I



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013



SOFRER pode ser  
A PONTE PARA A FELICIDADE


  • Ao pensar em escrever sobre “sofrimento”  já sabia ser este um tema triste. Mas trata-se de um decurso normal da vida, inerente à condição humana, e  quase sempre antecedendo alegrias, e bons desdobramentos. É o preço que pagamos por sermos sensíveis. 
  •  O que  desejamos  expor se faz à luz do  senso comum, sem pretensões acadêmicas. Existem  contingências e  variáveis atreladas a diversas culturas, realidades sociais e pensamentos filosóficos. Provavelmente divergiriam  de certas colocações aqui  escritas.

 Bem, vamos ao ponto: mundo é indiferente ao nosso bem  estar.Dores todos temos, mas a  duração e o quanto sofrer são individuais. Então, vamos enfrentá-lo e escrever uma história com um bom  final, o que só depende de nós.
Conhecemos o sofrimento quando nosso sistema nervoso é atingido por emoções ou situações físicas ruins:dor, enfermidade, desgaste, injúria, conflitos em geral.
Alguns infortúnios, de várias magnitudes, são realidades absurdas, que parecem ser incoerentes e difíceis de suportar. Acabam ferindo o sentido das coisas.
Citando exemplos de mães que perdem seus filhos ( como mulher e mãe, penso que provavelmente seja das piores torturas), não há o que fazer, não há como ressuscitar essas pessoas. Mas muitas mães não se prendem às impossibilidades, não pautam  suas vidas na desgraça eterna, e nem se fazem de vítimas. Contudo , renascem por ótimas causas e em motivos que  as restauram em boa parte como pessoas.
Reacendem o sentido da vida em movimentos solidários que possam ajudar outras mães e pais com os corações  machucados. São mulheres que ensinam e plantam as sementes de um mundo novo.

Num patamar também de grande sofrimento estão as  guerras, as famílias desfeitas, separação conjugal, a fome, as doenças e epidemias que assolam as populações marginalizadas, sem os benefícios e direitos de uma sociedade justa.
A forma de gerenciar o sofrimento e decidir como ele vai afetar a vida de cada um, em algumas circunstâncias, é que vai torná-lo mais ou menos devastador.
Em medicina, o sofrimento, objetivamente, é o motivo maior da profissão existir . Ela tem a intenção de torná-lo menor, e em grande parte das vezes resolvê-lo, com medidas alopáticas e até alternativas.
 Particularmente, na atividade médica, não consigo abordar apenas a dor física sem entender e amenizar suas conseqüências psicológicas e emocionais. Seria desumano e impróprio.
O médico deve colocar-se no lugar do paciente para administrar um tratamento ideal em todos os aspectos, e sentir-se privilegiado por ser um canal de esperança e resolução.




                             Uma das nossas canções autorais (GHB) 
                                       http://youtu.be/n5va5sgPBOs

Historicamente percebemos que quase sempre as aflições antecedem a glória, a felicidade,as realizações ,desde que a ternura, a fé e a confiança não sejam perdidas  nos embates da vida.
Já perceberam como o sofrer nos torna mais  sensíveis ,solidários,misericordiosos? (exceto os mentalmente obtusos ou com corações petrificados). E como não bastasse, isso aproxima os corações  e coloca-nos em nossos devidos lugares como elementos finitos e iguais deste universo infinito.As ações mútuas e fraternas suavizam o fardo individual e coletivo.
Após refletir sobre o  tema, decidi escrever, porque me convenci de que existe o “lado bom de sofrer”.O resultado dessas travessias difíceis,com força , coragem e serenidade, pode compensar o lado triste.
Já disse o poeta: “Não há mal que dure para sempre.Tudo é temporário, efêmero. Nunca somos, sempre estamos!”…portanto vamos caminhar e venha o que vier!
 Por: 
Thelma Eliza Ferreira Gregori